ENTREVISTA COM VANDREY PEREIRA

1 junho 2017
Comentários: 2
1 junho 2017, Comentários: 2

Na próxima sexta-feira(23), ocorrerá a tão aguardada palestra: Desafios e oportunidades no jornalismo televisivo, com o renomado jornalista Vandrey Pereira.

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No dia 24/6, na FACHA Botafogo, será realizado o Workshop Jornalismo de TV, da pauta ao VT, ministrado pelo jornalista Vandrey Pereira. Aproveitando esta oportunidade incrível, o Informe FACHA fez uma entrevista com o jornalista que tem em seu currículo, a cobertura das Olimpíadas, Copas do Mundo, além de séries e matérias especiais como a que tratou do processo de pacificação do Complexo do Alemão, vencedora do EMMY, na categoria notícia. Acompanhe:

Quais são os principais fatores exigidos no mercado, que o Workshop ensinará aos alunos?

O mercado de jornalismo busca, cada vez mais, profissionais capazes de atuar em diferentes funções. É preciso ser um jornalista completo e ser jornalista 24h.
Produzir e executar o próprio conteúdo. Com as mudanças trazidas principalmente pela internet, ser ágil na produção de notícias é essencial. É preciso ser um bom produtor, escrever bem, saber narrar, ter noção de fotografia e gravação de vídeos, e se puder, saber editar uma página ou um vídeo. Isso só acontece quando você vive o jornalismo como uma filosofia. Aquilo que te incomoda como cidadão é combustível para pautas e discussões nas redações.

Qual conselho você gostaria de ter recebido ao começar seu trabalho como repórter e apresentador no Grupo RBS, em 1998?

Gostaria de já ter começado a pensar numa área de especialização. Não estou falando apenas de continuar me graduando com Pós e Doutorado, mas penso que os jornalistas dos quais eu admiro, encontraram seus próprios caminhos e suas áreas. Eu adoro entretenimento e gastronomia, e já deveria ter focado meus estudos e trabalho nestas áreas há algum tempo atrás. Mas sei que só o amadurecimento na carreira nos traz essas respostas. Vejo profissionais como o André Trigueiro que abraçou a causa ambiental de uma forma ativa e jornalística. Ele não é apenas um ambientalista que curte a natureza, mas um profissional que conta histórias consistentes e nos faz pensar no meio ambiente como algo muito próximo do nosso dia-a-dia.

De acordo com uma pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, a TV aberta ainda é a principal fonte de entretenimento dos brasileiros que vivem sozinhos, mas em seguida, no ranking, aparece a Internet. Como você vê a atual situação das mídias brasileiras em relação a ambas as plataformas?

Estamos vivendo uma espécie de mix entre as plataformas. A internet ganhou espaço e tem seu público fiel mas peca pela pouca credibilidade.
Por sua vez, os jornais de televisão buscam aproximar-se cada vez mais do público on line. Não acredito, sinceramente, num fim da tv por conta da falta de interatividade. O controle remoto ainda faz sucesso e a facilidade de apenas sentar-se no sofá e ligar a tv, tem seu apelo. Eu adoro a internet mas ficar caçando conteúdo é algo me cansa. Ao mesmo tempo, ganhamos mais liberdade de escolha quanto ao consumimos como notícia e isso não tem preço.

Está em voga na internet o debate das notícias falsas (hoax) que está, inclusive, causa uma mudança nas visualizações de informações de grandes plataformas como Facebook e Google. A apuração de um fato tornou-se, então, tão essencial quanto a publicação do furo. Qual é a importância da boa utilização das ferramentas do mundo digital para os jornalistas?

O mundo digital proporciona muita agilidade numa primeira apuração da notícia. Se alguém tem perfil nas redes sociais, é fácil conhecer boa parte da vida daquela pessoa. No entanto, ficou bem mais fácil errar e publicar notícias falsas ou meias verdades. No fim de tudo, continuamos dependendo de boas fontes e uma dose extra de ética para não nos deixarmos atropelar pelo ego e pela divulgação rápida. Nesse aspecto, presenciei incontáveis vezes, editores chefes com furos memoráveis nas mãos mas pensando duas ou três vezes antes de publicar algo, ainda que a concorrência já tivesse divulgado. A experiência nos ensina que corrigir notícia é muito pior. Põe a credibilidade e a reputação em jogo. Será que vale a pena?

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